O voo de Azulinho, o filho do mestre Azulão
Ainda criança, aos 11 anos, o menino Alexandre estava atrás do palco quando ouviu o chamado. "Agora, com vocês, o filho de Dona Azuloa: Azulinho!". A ordem do pai para assumir o microfone não podia ser desobedecida. Com as pernas trêmulas, foi lá na frente, encarou o público e cantou. Assim foi a "estreia" solo de um arsta predesnado à herança arsca de um dos maiores nomes do forró, o Mestre Azulão.
Nascido em 13 de dezembro de 1985, dia de Santa Luzia e ainda nascimento de ninguém menos do que Luiz Gonzaga, Alexandre Lima confirma que sua estrada está sendo traçada sob a bênção do pai e a tradição do forró. Tanto que em 2014 ele consagra seu espaço no mercado fonográfico com o segundo disco da carreira, Forró made in Caruaru.
O tulo do disco é fiel à produção. Gravado e mixado, com capa e encarte produzidos na mais famosa cidade do Agreste pernambucano, o álbum também traz Azulinho interpretando um  me de novos e velhos compositores da região. “No universo do forró existe muita gente boa. Só falta espaço para que todos mostrem seus talentos", diz Azulinho, que esteve à frente da produção musical e execuva do disco. A capa do álbum traz ilustração de Pintura Bura, também arsta caruaruense.
O disco, com doze faixas, revela que Azulinho segue de fato os caminhos de Azulão. «É um disco que traz modernidade para o forró. Mas nada daquela coisa eslizada. Vivi dentro de uma tradição da sanfona e ela é prioridade em meu trabalho", afirma. Nascido e criado no Morro do Bom Jesus, bairro de São Francisco, em Caruaru, Azulinho sabe bem o legado que carrega e a responsabilidade de ser filho de Azulão. 
Nas ruas de Caruaru, não existe um músico mais popular do que o velho Azulão, que aos 74 anos, fala com todos que o cumprimenta e se dedica ao bom humor e simpaa. "O meu tempo passou. E foi bom. Agora é a vez dele", mira para o filho e emenda. "Depois de Azulinho, vem aquele alí", diz apontando para o pequeninho Alexandre Filho, herdeiro de Azulinho, que com apenas dois anos toca um triângulo rimado e já foi bazado pelo avô de Menino Azulão.
O primeiro disco, de 2010, Azulinho, o filho do Azulão, teve uma pequena ragem e não chegou ao mercado, sendo vendido apenas em Caruaru e ulizado como material de divulgação do arsta. Já Forró made in Caruaru já encontra-se à venda nas principais lojas do ramo.